Revitalização de escola em Camamu mobiliza comunidade

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O Colégio Estadual Manoel Benício Dias, no município de Camamu (a 260 km de Salvador), é uma das unidades escolares beneficiadas pelo Projeto Revitalização das Escolas, desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia desde 2007. A característica essencial do projeto é a inclusão da comunidade nas discussões para levantamento de necessidades, planejamento e execução das intervenções na unidade escolar. Junto aos estudantes, educadores, pais e moradores do entorno têm voz ativa na decisão sobre o que deve ser priorizado.

A diretora do colégio, Maria José Novaes, explica o processo. As primeiras escolhas contemplaram a área externa da escola recém-pintada de azul. O jardim, hoje, tem quiosque, canteiro, gramado, piso de mosaico e horta. “Contamos com pedreiros e carpinteiros voluntários e com ajuda de comerciantes. Os estudantes limparam o terreno baldio que transformamos em campo de futebol”.

As transformações no Colégio Estadual Manoel Benício Dias foram realizadas em duas etapas, em 2010. A terceira etapa do projeto começa a ser executada neste segundo semestre e, de acordo com a diretora Maria José, dará origem à quadra de esportes da escola.

A coordenadora de Acompanhamento da Secretaria Estadual da Educação Guiomar Carvalho, explica que cada unidade escolar recebe R$ 5.600,00 para realizar o projeto. Cada uma pode receber o mesmo recurso até três vezes. “Vai depender das necessidades e do cumprimento das exigências como: registrar em ata reunião com estudantes, educadores, funcionários, pais e outros membros da comunidade para diagnosticar as necessidades e apresentar resultados com fotografias tiradas antes e depois das obras”.

Estudantes mais comprometidos – Com a escola revitalizada, os estudantes passam a assumir uma postura diferente. A sensação de contribuir para a mudança fortalece o cuidado com o patrimônio público, além de reforçar o gosto pelos estudos.

É o que acontece com Felipe Moreno, 6ª série. O jovem é um dos estudantes que, desde o início, ajudam na revitalização. “Chamei meus amigos para carregar os azulejos que minha mãe tinha em casa e fizemos o mosaico. Depois veio a ideia de melhorar o campo. Fizemos a trave, capinamos, varremos tudo e hoje está bonito”, conta o garoto, que garante participação na terceira e última fase do projeto.

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